O nervoso miudinho tomou conta de mim naquela hora anterior. É normal sentirmos isto quando a saudade enche o coração e queremos ansiosamente ver o rosto de quem nos preenche. Segundo a segundo aguardava, o carro rolava e nem a vitória do Braga me conseguia desconcentrar. Passaram-me mil e uma recordações pela cabeça, todas elas boas, pois contigo não houve nada errado, tudo foi divinal. Finalmente chegaste, e desde que passaste a porta estampou-se no meu rosto aquele sorriso idiota de quem ama incondicionalmente e não sabe (nem quer) sair deste labirinto. Talvez fosse a saudade, talvez fosse alguma cegueira apaixonada, mas a verdade é que estavas ainda mais bonita que das outras vezes.
Levaste-me a um café mt bonito, sossegado, e com um chocolate quente divinal. Mais uma vez não sei se era fruto da tua presença mas tudo parecia perfeito. O teu á vontade comigo não deixava esconder o sentimento, o respeito impedia no entanto aquilo que ambos queriamos.
No entanto a eterna ironia havia de trazer o problema de sempre. Como uma facada da inveja de alguém vieram presenças ao nosso encontro, estranhos para mim, conhecidos para ti, mas o suficiente para trazer ao de cima a vergonha que tens de mim.
Renegas-me a todo o instante, escondes-me de tudo e de todos, não por egoismo mas por vergonha. Sou como um pecado que se pode esconder, um prazer que se pode ocultar. Serei tão insignificante para apenas despertar em ti essa cobardia?
Eu estarei aqui sempre, sempre que precisares, quando essa bolha onde te escondes rebentar e te vires forçada a encarar esta dureza toda.
Até que as forças me faltem, até à última gota de sangue. Morrerei de pé...mas levarei alguns comigo.
Eternamente,
Por ti, para ti....Simplesmente EU.
domingo, 9 de novembro de 2008
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