terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Feliz 2009

Está a acabar este ano e como tal é conveniente fazer uma exposição sobre aquilo que será o próximo ano. Iniciada a crise em 2008 que, como já foi vastamente noticiado, vai manter-se em 2009, as habituais perspectivas não podem, claro está, ser animadoras.
Mas talvez as minhas sejam ainda mais negativas. Tentando não me perder muito em termos económicos, a verdade é que esta crise (espero estar enganado) marcou o início do fim do estilo de vida ocidental. Sim o fim dos códigos laborais como o salário minímo, da carga horária máxima de trabalho, dos cafezinhos à noite, das idas à discoteca, das idas ao cinema, bem podia estender a lista mas o mais importante é dizer o porquê. Vejamos, com o colapso dos sistemas financeiros mundiais (mas principalmente dos ocidentais), as soluções passaram e bem (atenção sou um adepto convicto e assumido de um papel forte do Estado na economia) pela nacionalização das "doenças". O problema está em que o valor das doenças atingiu um montante de dimensões magnânimes e portanto "como não há almoços grátis" os vários Estados tiveram que se endividar e com isso rebentaram os nossos orçamentos (lá se foi o nosso esforçozinho ridículo para diminuir o défice). Assim sendo e com o continuar do endividamento público das economias ocidentais (que já era crónico antes da crise) a dívida pública dos Estados (a divida é o valor acumulado dos vários défices de cada ano) vai atingir proporções alarmantes. Agora chegamos à parte gira, imaginem quem compra esta divida publica? Exactamente são os paises emergentes (deixem-me destacar 4 os chamados BRIC (Brasil, Rússia, India e China). Como qualquer dos mortais quando nos endividamos temos que pagar juros e assim os Estados também o têm que fazer, mas imaginem os montantes que aqui estão em causa por isso imaginem os valores de juros aqui incluidos. Agora vocês perguntam onde é que quero chegar. É simples, os juros são pagos recorrendo à riqueza criada do país logo quanto mais juros pagamos mais riqueza nossa estamos a transferir para esses países, ou seja, "trabalhar para aquecer". Mas mais grave do que isso e este é o ponto fundamental onde quero chegar, imaginem o que esses países fazem com o excedente de dinheiro mais os juros que têm? Exactamente compram as nossas empresas e passam a ser os nossos patrões. Portanto vão aprendendo mandarim, ou russo (felizmente aprender brasileiro é fácil pois já falamos português). Basicamente o que tinhamos que escolher nesta crise é se queriamos enterrar já o estilo de vida ocidental ou se tomavámos morfina e esperávamos mais uns tempinhos.
Portanto, quem não tem emprego, não espere ter este ano, quem tem emprego deve fincar bem os pés e esperar não ser arrastado, quem acaba a faculdade mesmo sendo muito bom a verdade é que deve esperar (com grande pena pro país) ficar desempregado, a fome que já existe no país vai aumentar, a pobreza que já é grande vai aumentar ainda mais, mas principalmente vai aumentar a criminalidade como enunciou o nosso Procurador-geral. Esqueçam que isto é passageiro pois não é, ainda temos grandes problemas para enfrentar que ainda nem sequer sonhamos.
Deixo aqui umas palavras positivas, eu acredito que se pode mudar isto de duas formas. Através de uma mudança socio-politica muito mas mesmo muito forte mas honestamente não acredito que os Tugas sejam capazes de a adoptar pois implica desfazermo-nos do nosso egoísmo latino nato e pensar na comunidade. A 2ª forma, aquela que mais acredito ser possível, é através de uma revolução, mas uma revolução dura, com mortos, com sangue, com dor, pois só quando estivermos perante o limite do suportável seremos capazes de enfrentar aqueles que tudo nos tiram abandonando o carneirismo a que nos habituamos.
(Nota: os temas aqui abordados foram-nos apenas de uma forma superficial, várias contestações e argumentações podem ser feitas mas como podem entender não posso escrever um livro aqui)

Por tudo isto desejo-vos um Feliz 2009.

Por ti, para ti....Simplesmente EU.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O caminho

És a bruma que me envolve, que me faz caminhar num trilho que não controlo, que me faz avançar ao encontro de uma lança a mim apontada mas nem a certeza de uma ferida incurável me demove de continuar, de continuar insistentemente a acreditar naquilo que se encontra para lá deste obstáculo. Não pertenço à hierarquia do Olimpo, tão pouco sou impermeável ao medo, mas da mesma forma com que esse medo cresce a cada passo que dou, cresce a certeza do caminho que traço, porque nada, mesmo nada se compara ao que me deste, as portas que existiam em mim cuja existência desconhecia e que tu abriste, mas principalmente e acima de tudo, a força do sentimento e das sensações que me ofereceste.

Este momento ínfimo a que se resume a nossa presença tem um sentido, um propósito, um segredo. Eu descobri o meu, encontrei-o, vivi-o e devido a isso sei o que significa perde-lo. Já não importa o tempo, já o superei já posso partir sereno e feliz. Porque de cada vez que me assola a saudade o teu doce sorriso que carrego nas recordações vem em meu auxílio.

Fazes-me falta…fazes-me bem!

“To see you when I wake up, is a gift I
didn't think could be real
To know that you feel the same, as I do,
is a Three-fold utopian dream
You do something to me
That I can't explain
So would I be out of line, If I said
I miss you.
I see your picture, I smell your skin on,
the empty pillow next to mine
You have only been gone ten days, but
already I am wasting away
I know I'll see you again
Whether far or soon
But I need you to know, that I care
And I miss you”

Incubus – I miss you (Make Yourself)

Por ti, para ti….Simplesmente EU.

domingo, 9 de novembro de 2008

Sensações

O nervoso miudinho tomou conta de mim naquela hora anterior. É normal sentirmos isto quando a saudade enche o coração e queremos ansiosamente ver o rosto de quem nos preenche. Segundo a segundo aguardava, o carro rolava e nem a vitória do Braga me conseguia desconcentrar. Passaram-me mil e uma recordações pela cabeça, todas elas boas, pois contigo não houve nada errado, tudo foi divinal. Finalmente chegaste, e desde que passaste a porta estampou-se no meu rosto aquele sorriso idiota de quem ama incondicionalmente e não sabe (nem quer) sair deste labirinto. Talvez fosse a saudade, talvez fosse alguma cegueira apaixonada, mas a verdade é que estavas ainda mais bonita que das outras vezes.
Levaste-me a um café mt bonito, sossegado, e com um chocolate quente divinal. Mais uma vez não sei se era fruto da tua presença mas tudo parecia perfeito. O teu á vontade comigo não deixava esconder o sentimento, o respeito impedia no entanto aquilo que ambos queriamos.
No entanto a eterna ironia havia de trazer o problema de sempre. Como uma facada da inveja de alguém vieram presenças ao nosso encontro, estranhos para mim, conhecidos para ti, mas o suficiente para trazer ao de cima a vergonha que tens de mim.
Renegas-me a todo o instante, escondes-me de tudo e de todos, não por egoismo mas por vergonha. Sou como um pecado que se pode esconder, um prazer que se pode ocultar. Serei tão insignificante para apenas despertar em ti essa cobardia?
Eu estarei aqui sempre, sempre que precisares, quando essa bolha onde te escondes rebentar e te vires forçada a encarar esta dureza toda.

Até que as forças me faltem, até à última gota de sangue. Morrerei de pé...mas levarei alguns comigo.

Eternamente,

Por ti, para ti....Simplesmente EU.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Um pedaço de esperança/ilusão

Ao fundo, rompendo com a imensidão do vazio que tudo preenche, destaca-se uma luz, uma fina e quase imperceptível luz que faz-me levantar a cabeça e deixar a letargia em que me coloquei nestas semanas. A sequência de tristes, maus e sucessivos momentos com que fui assolado nestas últimas semanas cessaram, e a calmia em que me encontro faz-me acreditar que a tempestade já passou. Não há bonança, nem tão pouco ouso pedi-la pois essa sorte não me foi bafejada. Peço somente esta calmia que me permite com o meu trabalho viver uma vida pacata sem sobressaltos nem agonias como as que tenho sentido.
A luz, a fina e quase imperceptível luz pode não passar de uma ilusão, mas a verdade é que enquanto ela existir eu tenho esperança, esperança que também eu consiga ter um pouco do que mais anseio, a felicidade. O negro conforta, envolve, acalma mas acabamos moribundos num feitiço quase fatal. A luz revitaliza, faz-nos viver faz-nos sonhar, ilude-nos...mas não será esse o propósito de isto tudo???

Preparado para tudo, venha o que vier não vou vergar...morrerei de pé até que as forças me faltem, até ao meu último suspiro

Eternamente entregue a ti, eternamente teu.

Por ti, para ti....Simplesmente EU.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Desabafo

Neste preciso momento apetece-me destruir algo, apetece-me começar ao chuto e ao pontapé a tudo o que me apareça à frente. Escrevo para me acalmar.... O motivo disto? Tão só e somente o ciúme. Saber que alguém que amamos está chateada por algo que não fizemos e depois ver essa pessoa a fugir de nós é algo que me enfureça e me faz transbordar de ciúme. Tudo se afasta, tudo se desmorona à minha volta e para ajudar à festa ainda isto. Mas que mal fiz eu para que esta sucessão de acontecimentos esteja a abater-se sobre mim???
Não me meti com ninguém, não me vinguei de ninguém nem destruí a vida de ninguém. Porque raio tenho de levar com as coisas más de toda a gente???

Quero paz, quero sossego...quero o meu amor....tu só tu mais ninguém!!!!

Por ti, para ti....Simplesmente EU.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A Tristeza

Começou....Por fim começo a ceder. As fortes muralhas construídas ao longo destes 2 anos começam aos poucos a ser abaladas pela suavidade incomparável da tristeza. Este inimigo (ou amigo) não ataca enraivecidamente nem tão pouco de um modo relampejante. A Tristeza vai-nos contornando e aos poucos vai-se embrenhando na nossa vida, destruíndo a consistência das paredes criadas. Com a consequente destruição das minhas muralhas vem o incontornável desmoronamento da minha vida inteira, facto que já começo a sentir. Esta desorientação que começo a sentir, esta ânsia de ser desejado, de ser envolvido, começa aos poucos a consumir-me a mente e a vontade de prosseguir. Sinto-me cada vez mais fraco, este é o momento ideal para os meus inimigos me abaterem, perecerei sem conseguir dar luta. Para onde quer que olhe sinto-me longe, sinto-me alheado, sinto afastado, ostracizado.
Tudo aquilo que alcancei me parece cada vez mais ridículo, sem sentido, sem substância, parece oco e fútil.
Não sei se isto melhora ou se esta sensação é de facto o espelho da minha presença, não sei se estarei a ser demasiado sentimental mas cheguei a um ponto em que perdi o orgulho em mim mesmo.

Sou um ser andante, vagueio sem destino, não existe propósito para mim.Dai-me a mão ou matai-me de uma vez só.

Por ti, para ti....Simplesmente EU.

sábado, 27 de setembro de 2008

Pedaços

Bocados deixados pelo tempo constroem as memórias que guardamos religiosamente como prémios de algo bem feito. Juntos com uma linha de esperança formam um retalho da nossa vida que tentamos nunca esquecer, mas que indubitavelmente acabamos por ultrapassar, pois a dor que causam só é superável pela prazer que proporcionaram no seu tempo. Deitamo-nos sobre esse manto e escondemo-nos deibaixo dele. O mundo passa à nossa volta e tentamos passar indiferentes. Quando queremos voltar já é tarde, já o mundo se desinteressou por nós, e as memórias, esse manto de retalhos do passado já não volta. Não existe presente, a vida é feita de momentos que não conseguimos agarrar, vivemos com os olhos no futuro e com o rasto do passado. Esse momento infinitesimal que é o presente é demasiado pequeno para a nossa sensibilidade, o momento que vivemos passa de imediato ao passado e a sensação daquele beijo, daquele carinho, daquele olhar terno, a sensação de calor daquele abraço não mais volta, só resta a memória só aí o conseguiremos viver, mesmo que não passe de uma ilusão daquilo e daqueles que já não temos.
Vivo com o medo de um futuro que desconheço e com a saudade de um passado que desejo e que não mais voltará. Valerá tudo isto a pena?
Creio que já nada vale a pena, porque a alma nunca deixará de ser pequena.

Por ti, para ti....Simplesmente EU.