Volvidas as merecidas férias que hà tanto ansiava, volto ao mundo real, aos desafios reais, sempre diferentes (embora sempre iguais). Mas as palavras de hoje vão para as primeiras férias inteiramente suportadas pelo meu esforço laboral. Sabe bem sermos nós a pagar tudo, é aquilo a que se chama independência, aquilo pelo que lutamos a vida toda embora nunca o sejamos inteiramente (pois a condição do Homem é de inteira dependência sobre o próximo). Este ano tive direito a férias em 3 sitios diferentes: montanha e praia, norte e sul. Aconteceu de tudo mas acima de tudo o que fica foi a companhia dos meus melhores amigos, e outros que vieram a revelar-se uma desilusão.
Consegui rir numa altura em que a tristeza assola a minha alma, consegui fazer rir numa altura em que nem os meus pilares consigo segurar, e por momentos consegui esquecer aquilo que nunca será esquecido, pois o orgulho e o amor não se vergam ao poder do tempo.
Regressado aos desafios laborais, o clima é ainda mais escuro que o tempo que faz por esta altura, mas nada importa, resta a cobardia de não poder desistir, a curiosidade alimenta-me o espírito para ver se a bonança que se segue à tempestade repara as feridas (embora regresse novamente), e para ver até onde consigo ir, não muito longe com certeza mas suficientemente longe para me iludir no tempo que sobra.
Atrás o caminho desmorona-se, obriga-me a caminhar, à frente a escuridão assola-me a vista, os passos que dou, forçados, a medo, são uma incógnita sobre o que aí vem. Falta-me a força, o meu pilar de vontade abandonou-me, desistiu de mim.
Esvaziado, termino
Por ti, para ti....Simplesmente EU..
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2 comentários:
Eu estarei sempre aqui. Pedi que olhassem por ti... Ele nunca te deixará cair, nem nunca deixará que o negro que vês ao longe caia sobre ti...
Tens muita mais força do que a que julgas ter...És muito mais que muitos alguma vez conseguirão ser.
Beijo*
Sofia
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