Esta crise que nos acertou desde meados de 2007 é sem dúvida o ponto da História mais importante desde o fim da II Grande Guerra. Não me estou a referir particularmente aos aspectos económicos, nem me vou pôr aqui a falar deles pois, caso o faça, arrisco-me a que ninguém termine a leitura deste post. O mais importante a retirar desta crise é sem dúvida alguma a forma como nos posicionamos perante ela e as consequências que a mesma trouxe. Perante o frenesim da queda dos activos hipotecários de risco americanos, com o consequentemente desmoronamento do sistema financeiro global, os investidores refugiaram-se nos activos reais (ouro, arte, cereais). Com este refúgio veio ao de cima um problema endémico dos dias actuais que se materializa no facto de estarmos perante um overload de consumo perante as nossas capacidades actuais de produção. Com o refúgio nos cereais o seu preço obviamente galopou e os primeiros a sentir isso na pele foram aqueles que nada tiveram a ver com a crise de crédito americana, ou seja, os paises produtores desses mesmos cereais, na sua generalidade pobres. É o mundo global em que vivemos meus senhores, a maravilhosa invenção humana que começou hà já algum tempo mas que agora ganhou força. Por si só isto seria um problema suficientemente grave para que os nossos líderes mundiais se sentassem seriamente à mesa para obter soluções, mas seriedade não é certamente o pilar que regula a actuação desses líderes.
Para agravar isto tudo temos o problema energético para resolver. Com a crise americana e com a actuação da Reserva Federal Americana a optar por uma política de expansão monetária (redução drástica das taxas de juro) a consequência pautou-se pela subida vertiginosa dos preços do petróleo, trazendo à tona mais um grave problema desta civilização que é saber como vamos conseguir sobreviver quando o petróleo escassear drasticamente. Fez-se greves, pediram-se subsídios, pediram-se apoios para o desenvolvimento dos biocombustíveis (que provocaram também a escalada do preço do petróleo) mas não ouvi nenhum movimento maciço a criar uma alternativa credível através de energias renováveis que, terão obrigatoriamente que ser a saída para este problema.
Para terminar em grande deixo apenas o resultado do mais recente estudo relativamente ao desenvolvimento da destruição dos nossos calotes de gelo polares, que de ano para ano diminuem, devido ao aquecimento global. Segundo este estudo chegamos ao ponto de não retorno, ou seja, já não é possível reverter o processo de degelo dos pólos o que significa que o FIM (o Apocalipse como alguns lhe chamam) está certo. Aplica-se aqui a teoria darwinista da evolução e sobrevivência das espécies. Num mundo em competição sobrevivem e desenvolvem-se aquelas espécies que forem mais fortes e com mais capacidade de adaptação ao meio, infelizmente não somos capazes de nos adaptar a nós próprios.
Por ti, para ti....Simplesmente EU.
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