Bem mais um daqueles temas que me apaixonam imenso e dos quais adoro falar, por isso não podia deixar de lhe dedicar um post. Antes de começar efectivamente a descrever a minha posição sobre a Religião queria deixar desde já claro que sou um ateu convicto, e talvez daí venha a minha grande adoração pelos assuntos relacionados com as várias religiões.
Tal como já referi anteriormente no meu post sobre a morte, o ser humano lida muito mal com a dúvida, odeia aquilo que não entende e que não controla. Desde os primórdios da sua existência se debate com questões existenciais como "O que existe para além da morte?" ou "Porque estamos aqui?" Devido ao egoísmo inato que o caracteriza, o ser humano não consegue aceitar o facto de a sua vida se resumir a uma simples existência de 80/100 anos desaparecendo posteriormente da face do universo enquanto consciência. Este foi um dos motivos que levou e reforçou a criação da Religião. O outro grande motivo prende-se com a dúvida que mencionei anteriormente. Face à nossa incapacidade de justificação de determinados factos, o Homem necessitava veementemente de uma sustentação, de algo que o confortasse e lhe permitisse refugiar da dúvida. Nasceram então as religiões, com os seus respectivos deuses como forma de justificar as coisas boas que aconteciam sem explicação e como bode expiatório para as coisas más também. Um dos meus maiores argumentos que sustentam o meu ateismo prende-se com o facto de século após século muitas das obras atribuídas aos deuses terem vindo a ser provadas cientificamente, arranjando uma justificação "humana". As colheitas, as guerras, o clima, todas estas coisas eram atribuídas como manipuláveis pelas entidades divinas e foram sendo consecutivamente dismistificadas pelos homens da ciência.
É mais fácil aceitarmos o destino como justificação para as nossas acções do que responsabilizarmo-nos pelas mesmas, é mais fácil dizer que foi "Deus que quis que assim fosse" do que aceitarmos os nossos fracassos devido às nossas limitações. Tudo aquilo que fazemos advém da nossa forma de estar, do nosso posicionamento perante a sociedade e perante a vida e não pode nem deve ser atribuído a uma entidade "superior". Independentemente daquilo que sejamos, um cientista de renome ou um pedreiro, é mais gratificante para nós mesmos, aceitarmos a nossa responsabilidade nisso do que nos definirmos como marionetas nas mãos de alguém que nos conduziria como marionetas. O céu e o inferno vivem-se aqui, no nosso dia a dia, na nossa consciência (principalmente aqui na nossa mente). Tentem ser felizes, tenham objectivos e tentem realizá-los, para que cheguem ao fim e possam fechar os olhos com a sensação de que valeu a pena.
Por ti, para ti....Simplesmente EU.
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1 comentário:
Sabias que existia o curso de Filosofia antes de entrares em Economia?? :P
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