quinta-feira, 25 de setembro de 2008

A Vingança

Não, não me vou pôr a falar da novela não se preocupem. Vou falar do acto de vingança tal e qual como o vejo. A vingança, tal como muitos outros actos, é tida como uma coisa feia na nossa sociedade. Para quem está bem na vida, para quem não foi magoado traído, torturado, abandonado, pisado, a vingança é de facto uma coisa feia que não se faz. Por seu lado, quem está do outro lado da barricada vê a vingança como um acto legitimo de auto-defesa. A vingança não é mais do que fazer aos outros aquilo que nos fizeram a nós (ás vezes até mais forte ainda para nos sentirmos superiores). Ninguém, mas absolutamente ninguém tem o direito de subjugar e pisar outra pessoa por forma a conseguir satisfazer os seus interesses, sejam eles de que natureza forem. Se nos apunhalam, se nos mutilam, temos o direito e o dever de nos recompôr e fazer exactamente o mesmo a essa pessoa. Só dessa forma conseguimos que a justiça impere e restabeleça o equilibrio natural da existência humana. Mas o mais incrível na vingança é o doce sabor que deixa após a consumação do acto. Aquela sensação maravilhosa de libertação, de superação e de sofrimento causado é demasiado boa para que o puritanismo hipócrita de uma sociedade suja nos impeça de a fazer. O problema da vingança é aquilo que mencionei atrás e que se traduz no facto de quando nos vingamos tendemos a causar mais dor do que aquela que nos foi causada e isso levará a que, do outro lado, exista uma necessidade de igual vingança pois sentirão que sofreram mais do que mereciam. Entramos numa espiral nefasta que levará a muita dor e não deve ser esse o propósito da vingança.
Vinguem-se, façam sofrer, e façam-no com gosto e retirem o maior prazer possível disso. Simplesmente não sejam prepotentes ao ponto de tentarem na vingança tornarem-se superiores. Com isso apenas conseguirão trazer mais dor à vossa vida.

Por ti, para ti....Simplesmente EU.

1 comentário:

Anónimo disse...

Uma dor impossível de apagar.

Bj
*